Colômbia

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  • Valle del Cocora, Salento
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Colômbia

Para começar a falar da Colômbia tenho de voltar atrás no tempo.

Aeroporto de Gatwick. Prontos a viajar para NY. Check in. Visto de entrada. Viagem para fora dos estados unidos, não tínhamos. Precisávamos, no espaço de 2 horas, de comprar dois voos para fora dos estados Unidos que não incluísse, só para aumentar ao nível de dificuldade, México, Cuba e mais uns quantos nas proximidades, rapidamente o grau de dificuldade voltou a aumentar quando percebemos que não havia internet no aeroporto e que teríamos de usar os dados móveis do telemóvel. Com a pressão do tempo lá nos decidimos pelo voo mais barato que nos apareceu que não fugisse muito ao itinerário planeado, LA – Bogotá, Colômbia.

Íamos sem planos, sem saber ao certo o que ver e fazer mas, desta vez, com sitio onde ficar. O Gabriel e o Sérgio vivem em Bogotá e tinham um sofá à nossa espera. Receberam-nos com a hospitalidade a que nos fomos habituando no mundo do Couchsurfing e com um bom café colombiano misturado com noz de moscada e canela.

O Gabriel é um apreciador das coisas simples que a vida tem para oferecer e isso nota-se em praticamente tudo o que faz. Quando está a ouvir música é um momento a dois, esteja quem estiver à volta o momento é só dele e da música que parece, de alguma forma, falar com ele; quando fuma um cigarro o momento é só dele e quando come o momento pode ser partilhado mas só quando acaba de saborear cada garfada e nos pede para trocarmos os pratos entre nós para que todos possamos saborear o mesmo. É de passo lento, não se apressa para chegar a lado nenhum, enquanto a maioria de nós, no nosso dia a dia, se dirige de um sitio para outro quase maquinalmente, de tal forma que por vezes nem nos lembramos de ter feito o caminho percorrido, ele passeia entre sítios e vai sempre a passear, a olhar à volta e a perder-se em histórias e a olhar com o entusiasmo de quem vê pela primeira vez.

Bogotá é, ao contrário do Gabriel, apressada, barulhenta, caótica até, o trânsito existe de manhã à noite e talvez a culpa esteja em quem olha mas não me conquistou.

De Bogotá fomos para Salento, fica na rota do Café e foi amor à primeira vista. Salento é poesia em forma de vila, as casinhas são encantadoras, as pessoas são irreais de tão simpáticas e o Valle de Cocora tem tanto de lindo como de difícil de subir mas vale tão tão a pena que quem não estiver em forma física e planear ir a Salento deve começar já a treinar porque é realmente algo a não perder.

Passear nas ruas da vila significa cumprimentar toda a gente que por nós passa, chegar a um hostel lá significa sermos adoptados durante os dias que lá estivermos e envolve abraços quando nos despedimos, comer sopa+prato (super bem servido)+bebida+banana significa pagar 1.87€ e ir embora é sinónimo de saudade.

Partimos em direcção a Capurganá, junto da fronteira com o Panamá que tínhamos intenções de atravessar de barco. Capurganá, acessível só de barco, é uma espécie de ilha piscatória, e fez-me de alguma forma lembrar de uma África muito minha, as crianças brincam descalças na rua, não há internet, as casas têm a porta aberta para trás, há musica, muita dança e o mundo parece de alguma forma abrandar o ritmo.

Sara Teixeira